Tag Archives: review

Especial Natal – Melhor de 2014

24 dez

Olá pessoal!

Para o último vídeo desse ano, eu achei que seria legal falar sobre o que saiu de melhor em 2014 nas categorias livros, filmes, quadrinhos, games e séries! Claro que estas são as MINHAS escolhas e não uma lista do que realmente foi melhor!

Deixem aí nos comentários o que vocês acharam que foi o melhor desse ano!

E Boas Festas!

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Filmes – Jurassic Wars

1 dez

E aí pessoal?

Como a maioria de vocês já deve saber, essa semana saíram dois grandes trailers, Jurassic World e Star Wars: The Force Awakens. E, é claro, eu não podia deixar de dar a minha opinião e me juntar à conversa sobre os filmes.

O que vocês acharam?

Deixem suas opiniões nos comentários!

Hunger Games: Movie Review

24 mar

Vi Hunger Games hoje, como já esperava, cercada de adolescentes histéricos e pessoas que não faziam ideia do que a historia se tratava.

Meu primeiro comentário, para mostrar como as pessoas são completamente irrealistas quando se trata de filmes adaptados de livros, foi o que ouvi do garoto ao lado, logo que o filme começou. A câmera mostrava Katniss saindo de sua casa no Distrito 12 e fazendo uma piada com o gato. Eis que a genialidade em pessoa sentada ao meu lado comenta “Nossa, o gato não tem nada a ver com o do livro”

Sério gente? Foi a esse ponto que nós chegamos? De comparar a aparência do gato? As pessoas realmente ligam pra isso? Será que não dá pra entender, de uma vez por todas, que livro e cinema são mídias diferentes? Que não dá pra transferir cada página para o roteiro?

Enfim, deixando isso de lado, vamos às minhas impressões pessoais do filme. A minha expectativa estava gigantesca, tanto pelo fato de eu amar os livros como pelo fato da equipe envolvida ser muito competente. Os atores não decepcionam, o brilho ficando obviamente com a protagonista Jennifer Lawrence no papel de Katniss. Já era fã de Jennifer, mas ela provou sua versatilidade e total capacidade de se comprometer com seus papeis.

O filme em si, não foi tão maravilhoso quanto eu esperava, mas isso não quer dizer que ele não tenha sido ótimo. As cenas da Arena cumprem bem o seu papel de deixar o espectador na beirada da cadeira, até os que já sabem exatamente o que vai acontecer. Senti falta de um pouco mais de brutalidade dentro da Arena – e fora dela também – mas eu entendo que eles precisavam respeitar um público mais jovem.

A Arena foi exatamente como eu imaginava e eu achei que eles deram a ela o tempo que merecia (a maior parte do filme) porque é só dessa forma que nós conseguimos ter alguma noção de quanto tempo eles precisam sobreviver lá dentro. Os Tributos do distrito 1 e 2 ficaram meio maléficos demais, meio caricaturas, mas no fim cumpriram bem a sua função de vilania. Gostei do fato de assistirmos ao filme pelos olhos de Katniss o tempo todo, sem saber o que acontecia por fora, porque é exatamente assim que nós sentimos ao ler a história. Se tem uma coisa que não faltou nessa produção foi boa ação e ângulos de câmera muito bem escolhidos. A direção de arte também não deixa a desejar, fazendo uma distinção muito clara entre os Distritos e o Capitol.

Já as cenas de antes do Hunger Games em si começar poderiam ter sido BEM mais dramáticas e bem mais trabalhadas. Mais uma vez, eu entendo que o livro tem muito mais tempo para construir uma relação psicológica com o leitor, mas o sofrimento causado pelo Capitol não fica claro no filme. Parece que tudo está bem e feliz até que os jogos comecem, quando na verdade os jogos são apenas uma reflexão da opressão diária sofrida pela população dos distritos.

Fico feliz também que eles não exageraram nos romances – para a tristeza dos fãs de Twilight, que só querem ver beijos e suspiros – e mostraram a relação de Peeta e Katniss pelo que é: uma necessidade de sobrevivência em tempos desesperados. Ambos os atores interpretaram os personagens com muita fidelidade e o mesmo pode ser dito para o restante do elenco, especialmente Effie e Haymitch (Elizabeth Banks e Woody Harrelson).

Meu livro preferido é Catching Fire e eu acho que esse sim tem potencial de ser espetacular, mas Hunger Games começou bem a franquia, sem me deixar de boca aberta, mas certamente feliz como fã, respeitando o principal elemento dessa trilogia de Suzanne Collins: a jornada de uma jovem mulher que sobreviveu às adversidades de uma sociedade corrompida.

Movie Review: Harry Potter e As Relíquias da Morte Parte II

16 jul

Ontem eu finalmente assisti HP7 Parte II.

Permitam que eu comece esse post dizendo que cada vez mais eu acredito que expectativas arruinam filmes. Eu lembro quando fui assistir Alice, estava com uma super expectativa e não foi nem de longe cumprida e eu fiquei chupando dedo.

Além disso, eu gostaria de dizer que eu não estou envolvida na emoção toda de “é o último filme, acabou, etc”. Pra mim, foi triste quando o último livro foi lançado. Pra mim Harry Potter acabou naquele dia e não com os filmes. Você pode rever os filmes quantas vezes quiser, não vejo sentido em prolongar a história.

Ok, ao filme.

É bom. Muito bom. Visualmente espetacular, as cenas de ação são simplesmente perfeitas e Hogwarts, meu Deus, Hogwarts ficou sensacional!! O meu problema, além das óbvias mudanças que eles fizeram em relação ao livro (tudo bem, eu entendo que precisa mudar, mas o beijo da Hermione e do Ron não tinha necessidade nenhuma de ser mudado), foi o fato de que eu tive a impressão que eles fizeram uma má divisão dos filmes. Enquanto a Parte I é PERFEITA, super emocional, mais lenta e tudo, a Parte II é uma correria de varinhas voando e coisas explodindo que, apesar de ser muito legal, derrota completamente o propósito emocional do último filme, da batalha final, do momento de desespero onde tudo acontece e toda a esperança parece perdida.

A morte de personagens importantes (se você leu o livro você sabe de quem eu estou falando) passou completamente batida. Foi do tipo “ah, que pena, eles morreram. Ok, seguindo em frente”. O mesmo aconteceu com a despedida do Harry quando ele vai enfrentar o Voldemort e com muitos outros momentos carregados de conteúdo emocional no filme. Por mais que seja bacana ver toda a ação, eu não derramei uma única lágrima, em um filme que eu esperava chorar feito um recem nascido.

No fim das contas, eu gostei do filme sim, acho que foi um bom final, mas eu estava esperando algo tão épico, tão espetacular e sentimental, que fiquei um pouco frustrada. Com um pouquinho mais da emoção e do desenvolvimento de personagens que colocaram na Parte I, esse seria o final perfeito.

Movie Review: I Am Number Four

10 mar

Oi gente!

Finalmente eu tive a oportunidade de assistir I Am Number Four, adaptação do livro de Pittacus Lore (que é um pseudônimo) de mesmo nome. Atenção para quem não leu o livro, porque a resenha contem SPOILERS!

Minhas expectativas estavam baixas, eu tenho que admitir. Primeiro porque apesar de achar Alex Pettyfer lindo como qualquer pessoa que tenha olhos, ele não é exatamente um bom ator. Segundo porque pelos trailers, achei que eles iam focar muuuito no romance entre a Sarah e o John, coisa que meio que acontece no livro, mas o livro tem espaço para desenvolver a personalidade do John isoladamente.

O filme foi, no mínimo, uma surpresa agradável. Além de efeitos sensacionais e cenas de luta muito boas, a história conseguiu se manter mais ou menos fiel ao livro. Eu sei que não devemos analisar o filme pela semelhança dele com o livro e sim pela sua qualidade como produto isolado, mas comparações são inevitáveis. Por exemplo, fiquei muito chateada deles não explicarem toda a coisa dos habitantes de Lorien só poderem ser mortos em ordem e como se eles se encontrarem essa ordem não vale mais nada. Pode parecer uma coisa pequena, mas isso faz muita diferença no fim das contas.

Outra coisa que me incomodou muito foi o fato deles nem mencionarem a Legacy do John, que é ser a prova de fogo. Pior do que isso, eles transformaram essa Legacy na Legacy da Six! Desnecessário!

Fora isso, a história se desenvolve bem, tem piadas boas que não são forçadas e, apesar de ser meio clichê, ele ainda consegue inovar em alguns pontos. A atuação de Pettyfer é bem melhor do que eu estava esperando, mas a da garota que faz a Sarah é realmente incômoda. O andamento rápido da história no filme pode deixar aqueles que já leram o livro meio confusos, mas logo você se acostuma e consegue aproveitar o filme pelo que ele é: uma ficção científica teen.

Meu conselho: não vá esperando uma obra prima. Sem dúvida nenhuma, com a mente aberta, você consegue se divertir com o humor leve, a ação comportada e a promessa de um segundo filme que tem tudo para dar certo. Enquanto isso, esperamos o segundo livro, The Power of Six.

Review: Clockwork Angel

7 out

Minha nota: **** (4/5)

Assim como eu estava ansiosa pra ler Mockingjay, eu estava seca pra ler Clockwork Angel. A antecipação foi muita, fugi de spoilers como o diabo foge da cruz (a Cassandra Clare até zoou meus comentários no Twitter) e consegui escapar ilesa.

As minhas expectativas eram altas. Porque? Bom, vamos lá.

Eu amei Mortal Instruments, a primeira série da Cassandra Clare. Amei o mundo que ela criou, amei os personagens (Isabelle e Magnus…) amei o quanto era honesto, engraçado e ao mesmo tempo deliciosamente fantasioso. É uma das minhas séries preferidas, beeem lá no alto. Clockwork Angel é passado no mesmo mundo de Mortal Instruments, ou seja, em um lugar onde existem Shadowhunters, os caçadores de demônios descedentes de anjos. Mas eu achei que ele seria imediatmente melhor porque é passado em uma Londres Vitoriana, o que é charmoso sem precisar de mais nada.

Não é melhor. Eu diria que são quase iguais, mas gosto mais de City of Bones, o primeiro livro de Mortal Instruments. Mesmo assim, Clockwork Angel é sensacional. Os personagens irônicos e espertos continuam lá, a beleza misteriosa dos Shadowhunters, a personagem principal confusa, mas corajosa e as brigas super interessantes entre Downworlders e Shadowhunters, daquele jeito que não dá pra saber quem é do bem ou do mal.

Uma coisa que me desagradou em Clockwork Angel é o quanto o Will é parecido com o Jace (SPOILERS A PARTIR DAQUI). Tudo bem, eles tem o mesmo sobrenome e muito provavelmente são parentes, mas ainda assim, é como ver o mesmo personagem de novo. Mas uma coisa que é melhor nesse do que em Mortal Instruments é o triângulo amoroso. Will e Jem tem uma amizade maravilhosa, são o oposto um do outro e cada um é atraente a sua maneira e tem ingredientes pra todos os gostos. Se eu fosse a Tessa eu também ficaria em dúvida e acho que esse é finalmente o objetivo da Clare.

A história da Tessa ser uma Downworlder é muito, muito bacana. Eu ainda gosto mais da Clary, mas fica difícil comparar as duas séries tendo lido um livro só da segunda né? Eu estou com esperanças muito altas pra Clockwork Prince e Clockwork Princess, especialmente porque eu acho que vai acontecer muita reviravolta ainda. Eu estou realmente ansiosa pra ler o resto, porque, como sempre, o livro terminou daquele jeito que dá vontade de se matar por não ter o próximo.

Ah, e a melhor coisa do livro? Ter o Magnus de novo. Meu Deus como eu amo o Magnus.

“One must always be careful of books,” said Tessa,
“and what is inside them, for words have the power to change us.”

Cassandra Clare – Clockwork Angel

Review: Mockingjay

4 out

Minha nota: ***** (5/5)

Depois de muita antecipação, finalmente li Mockingjay, que foi lançado em Agosto deste ano. Para quem não sabe, o livro é o terceiro da série Hunger Games da autora Suzanne Collins.

Claro que não dá pra falar de Mockingjay isoladamente, sendo ele a conclusão desta brilhante trilogia, então vamos voltar ao princípio. Hunger Games, o primeiro livro da série, fala de uma sociedade no futuro onde 12 Distritos são governados por uma ditadura instaurada na capital, chamada somente de Capitol. Como punição por uma rebelião ocorrida muitos anos antes, o Capitol faz todos os anos os Hunger Games, uma espécie de Coliseu onde 1 menino e 1 menina de cada distrito lutam até a morte. O vencedor tem glória e fama garantidas, além de ganhar alimentos e suprimentos valiosos para o seu distrito. Em Hunger Games, a heroína Katniss Everdeen precisa participar dos cruéis jogos no lugar da irmã mais nova.

Para começar, a história já é original. Adoro coisas meio apocalípticas e fiquei muito interessada quando li a sinopse. Mas nada podia me preparar para o que eu li. Hunger Games, Cathing Fire e Mockingjay, apesar de serem livros YA, nada tem de infantis ou imaturos. A violência é muito real, a dor dos personagens é tão grande que transfere em toda a sua força para o leitor, que mesmo assim não consegue fechar o livro até terminar.

O charme inusitado de ter que preparar os “tributos” (como são chamados os escolhidos para os Hunger Games) para aparecer na TV aliado a crueldade dessa realidade, deixam a série deliciosa. Eles são maquiados, estilizados, bem cuidados, ganham bastante atenção, aumentam a audiência, para depois serem jogados em um arena brutal onde suas mortes são transmitidas ao vivo.

A ditadura de Hunger Games é forte, presente e muito real. O Presidente Snow, que é o líder do Capitol, é um personagem maravilhoso, frio e que você odeia desde a primeira vez que o seu nome aparece. Claro que o maior trunfo de HUnger Games no entanto, está em Katniss, a protagonista. Embora seja corajosa, como muitas outras são, Katniss é real, seus medos são compreensíveis, seus egoísmos são humanos e suas dúvidas entre dois meninos que entram de formas muito diferentes na sua depressiva vida são faceis de se simpatizar.

Além de Katniss enfrentar as provações da sua vida, ela se torna símbolo de uma rebelião que ela nunca esperava se envolver. Sem querer ela acaba se tornando algo que desafia o poder e o controle da ditadura e a partir daí, o charme do livro se torna ainda mais violento.

Agora, voltando a Mockingjay. O livro é sim, tudo que eu esperava. Não vou detalhar muito porque não quero estragar a experiência para quem ainda não leu, mas o aperto que dá no coração quando ele acaba é característico de grandes séries, que ao fechar a última página já te dá uma saudade, uma vontade de continuar, de saber o que mais aconteceu com aqueles personagens que se tornaram parte da sua vida. Mockingjay é um livro triste, mas verdadeiro e mesmo que várias partes dão vontade de chorar ou de se rebelar, ele continua conquistando pela força das emoções. A luta interna da personagem para se encontrar depois de presenciar tanto sofrimento é chata no começo, mas depois fica compreensiva e cada vez mais próxima do leitor. Essa luta de Katniss contra Katniss é mais importante talvez do que a troca de tiros que acontece entre os rebeldes e o Capitol.

Vou parar por aqui, antes que revele algo importante, mas posso dizer com segurança que Hunger Games está no número 1 da minha lista, especialmente depois da conclusão brilhante de Mockingjay. Se você gosta de ficção, não pode perder esse livro.

“Fire is catching!” I am shouting now, determined that he will not

miss a word. “And if we burn, you burn with us!”

Suzanne Collins, Mockingjay