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Mudança de Opinião

9 dez

Há alguns meses, mais precisamente no fim do ano passado, eu estava em casa com as minhas melhores amigas e, bebida vai, bebida vem, começamos a falar sobre a vida (é o que sempre acontece). Eu me lembro distintamente de uma dessas amigas discutindo comigo sobre a questão de rotina. Ela dizia:

-Luiza, não existe vida sem rotina, muito menos relacionamento.

E eu só sacudia a cabeça. Eu me recusava a aceitar que a vida de todo mundo precisasse ser igual. Talvez porque eu sempre tenha vivido em um mundo de certa forma fantasioso, eu nunca fui capaz de aceitar que a vida tivesse que ser normal e tediosa. Pra mim, era isso que rotina simbolizava: tédio. Essa minha amiga, que eu sempre admirei, por algum acaso estava namorando na época (ainda está, graças a Deus), mas eu não.

Nos últimos meses, eu aprendi o que ela não foi capaz de me ensinar, ao menos não com palavras.

O que eu não sabia, o que eu nunca soube, é que rotina podia significar sentir ansiedade pelo filme e pipoca no fim do dia. Pelas brigas em frente ao videogame e pela caminhada de ida e volta no frio de mãos dadas. Eu não sabia que rotina significava ver o tempo expandir quando se sente falta de um pedaço do seu dia, não sabia que significava sentir falta de um cheiro no travesseiro ou de um barulho quando se acorda. Não sabia que era sorrir ao planejar sua rotina no futuro.

Qual é a razão de um post sentimental assim? Eu penso em escrever sobre isso há algum tempo, não porque eu tenha sentido a necessidade de fazer uma declaração pública de amor, mas porque eu acho que aprendi alguma coisa e gostaria de dividir: superar um medo ou uma insegurança é sempre uma alegria. Mas melhor do que isso é transformar algo que se teme em algo que se ama.

Ah, as críticas

4 ago

Então, hoje um fenônemo meio incrível aconteceu comigo. No mesmo dia que descubro que tenho um fã que nem sabia que existia e que recebo elogios de uma pessoa que considero FODA de inteligente (né, Gabriel?), eu leio uma resenha metendo o pau em Os Sete Selos.

As pessoas vivem me perguntando como eu faço pra lidar com críticas negativas e eu resolvi escrever um post sobre isso, já que é um assunto que, de certa forma, me fascina.

Vamos pegar um livro tipo Harry Potter (Deus me livre, não estou me comparando com Rowling, é só para efeito de exemplo!). Estatisticamente, para cada dez ou vinte pessoas que gostam do livro, ao menos uma simplesmente odeia. O que não falta é gente pra meter o pau, o que não falta é gente pra desmerecer, mas olha onde ela chegou! Rowling foi recusada sete vezes porque sua história não era boa o suficiente e olha onde ela chegou.

A verdade é que existem dois tipos de crítica negativa: as honestas e as imbecis (pra falar simplesmente). Obviamente me entristece ler resenhas de pessoas que não gostaram de Sete Selos ou não gostaram tanto, mas quando elas são moderadas e tem razão de ser, eu simplesmente absorvo o que é útil e abstraio o resto. É impossível agradar todo mundo. Agora, muitas vezes (como foi o caso hoje) eu me deparo com críticas assim (juro por tudo): “Que merda de autora idiota” ou então “O livro é um lixo, dá pra ver bem que a menina é estreante, não sabe escrever e não faz ideia do que está fazendo”.

Logo que Sete Selos saiu, coisas desse tipo me deixavam super triste. Aí um dia eu fui perceber que tem gente no mundo que sente prazer em criticar. Sente prazer em desmerecer. E tem uns até que (pasmem) tem inveja do sucesso alheio.

Por que escrever isso? Bom, primeiramente pra desabafar. Segundo, porque eu vejo milhares de pessoas, de jovens, todos os dias que são desencorajados por pessoas assim, pessoas pequenas e mesquinhas. Eu vejo pessoas que tem medo de mandar seu manuscrito para editoras por medo de crítica e sabe qual é a verdade? Medo não leva a lugar nenhum.

SIm, críticas são assustadoras. Sim, é difícil, mas o que é mais difícil é acordar um dia e perceber que você desistiu de um sonho por medo. E daí que ninguém acha que você consegue? E daí que muita gente odeia o que você faz? Algumas das pessoas mais fodas do mundo (pra citar Walt Disney, John Lasseter, George Lucas e Steve Jobs) foram desacreditadas e criticadas até não poder mais. Até hoje são, por pessoas que não tiveram coragem de criar o que eles criaram.

Eu sonho pra mim. Eu costumava escrever só pra mim, mas agora eu escrevo pra vocês, fãs e leitores maravilhosos que me fazem sentir especial todos os dias. São vocês que merecem minha atenção, são vocês que me dão coragem quando eu sinto que não faço a menor ideia do que estou fazendo e quero desistir. Vocês querem ler minhas histórias? Então vocês vão ler! Não importa se uma horda de haters vier remando contra um mar de dez leitores fieis. Vocês são minha inspiração.

Criar é lindo. Não importa quem goste ou não.

E tudo que eu tenho a dizer é: Obrigada. E que venham os próximos livros!

Sobre parcerias

25 maio

Oi pessoal!

Tem um tempo que eu estou enrolando pra fazer esse post, não sei realmente porque, mas enfim, achei importante e uma forma boa de falar com todo mundo.

Eu tenho recebido muitos emails de pedidos de parceria, tanto pra Sete Selos quanto pra Bios. Eu visito todos os blogs que me mandam, sempre procuro dar uma olhada e conhecer o trabalho de vocês, mas infelizmente eu não posso fazer parcerias no momento. O que acontece é que parcerias envolvem um compromisso da minha parte de enviar exemplares dos livros pra vocês e o problema com isso é que eu não estou morando no Brasil então não posso fazer isso!

Obviamente, quando isso mudar, eu vou fazer uma lista de todo mundo que me pediu e determinar as regras.

Muito obrigada por todos os pedidos e eu espero que mesmo assim vocês consigam ler os livros e gostem!!!

Um abraço!!

Escrevendo no Ritmo

4 jan

Olá!

Hoje me perguntaram no Formspring se eu gostava de ouvir música enquanto escrevia. Achei que seria legal fazer um post sobre isso, pra vocês me conhecerem um pouco melhor e descobrirem meus métodos nada secretos.

Bom, respondendo simplesmente, eu gosto sim de escrever ouvindo música. Eu não sou daquelas pessoas que escuta um certo tipo de música ou uma determinada banda para ter inspiração (quem me dera), mas eu tenho meus favoritos para a hora de digitar ou escrever no caderno.

Em primeiro lugar, eu raramente escuto músicas com letras porque elas me distraem na hora de escrever então eu posso estar escrevendo “Então fulana abriu a porta e se deparou com thriller, thriller night”.

Juro. Já aconteceu.

Então eu curto muuuito instrumentais na hora de escrever. Eu adoro clássicos como Saint Saens e Tchaykovsky, mas verdade seja dita, sou apaixonada por trilhas sonoras. Elas tem um que de épico e normalmente são completamente instrumentais. Eu uso o site Grooveshark para ouvir tudo que eu quero e é raro eu não achar alguma coisa lá.

Então aqui vai uma seleção das trilhas que eu gosto para escrever:

-Pan’s Labyrinth – Javier Navarrete

-Coraline – Bruno Coulais

-Amelie – Yann Tiersen

-Sherlock Holmes – Hans Zimmer

– Inception – Hans Zimmer

– Up – Michael Giacchino

-Star Trek – Michael Giacchino

-Howl’s Moving Castle – Joe Hisaishi

– The Last Samurai – Hans Zimmer

– Pirates of the Caribbean – Klaus Baldet

Claro que tem outras e várias músicas individuais que eu posso listar depois, mas eu escuto muito essas aí!

Gostaram?

Ah e se quiserem perguntar mais alguma coisa, meu Formspring é esse.

O fim ou o começo?

16 nov

Estou revisando meu segundo livro e atingi aquele ponto que eu acredito que todo escritor passa onde ele lê seu manuscrito e fala “Meu Santo Deus que porcaria é essa que eu escrevi? Ninguém vai querer ler isso, eu dei meu sangue, suor e lágrimas nessa imbecilidade AI MEU DEUS EU SOU INCOMPETENTE ALGUEM ME MATE AGORA!”

Enfim, eu passei por isso com Os Sete Selos, tive vontade de engavetar e nunca mostrar pra ninguém, mas seguindo o conselho da maioria dos escritores que admiro, mandei meu trabalho pra fora e estou realizando o sonho de ser publicada. Sim, eu ainda estou completamente em pânico com a reação das pessoas, mas é verdade é uma só: eu escrevi o que eu gostava e cada palavra daquele livro tem a minha marca. Se ninguém gostar, bom, ninguém gostou. Claro que é maravilhoso ouvir coisas positivas sobre o seu trabalho, mas derrotas e críticas fazem parte da vida. Eu realmente me diverti escrevendo Os Sete Selos, assim como me diverti escrevendo esse novo livro e só isso faz tudo valer a pena.

Terminar um livro é o começo do trabalho duro. Quando você digita a última palavra, se permite sentir alívio por dois ou três segundos antes de perceber que você tem trezentas páginas pra revisar, muitas das quais foram escritas há vários meses e provavelmente tem um monte de bobagens que você precisa tirar. Tem aquele personagem que apareceu uma vez só e que você tentou fazer continuar, mas não deu (porque gente, personagem tem SIM vontade própria. Eu sou só um instrumento da vontade deles.) Tem aquele evento que era pra ser importante e você resolveu tirar. Eu demoro a escrever. Levo em média 8 meses, 1 ano pra terminar o primeiro rascunho porque quero que tudo fique perfeito.

E depois de revisar onze vezes todas as vírgulas e mudanças na trama, vem o momento decisivo de pânico de falar: acho que esse passarinho está pronto pra sair do ninho.

E voltamos ao ponto de partida. E SE NINGUÉM GOSTAR MEU DEUS???

Mas basta uma pessoa ler o seu livro e dizer: “Putz eu ADOREI seu livro, achei sensacional, tem mais??” pra você se sentir no topo do mundo.

Enfim, como sempre, a palavra da vez é persistência. E café. Ou coca. Qualquer coisa que tenha cafeína pra te manter acordado nas infinitas horas com seu olho ficando a milanesa diante do computador.