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Top 5 – Filmes de Aventura

13 jan

E aí pessoal?

Espero que tenham passado bem de Ano Novo e Natal!

Eu tirei umas duas semaninhas de férias de fazer os vídeos, mas agora estou de volta e resolvi inaugurar 2015 com um Top 5! Os melhores filmes de aventura na minha opinião.

E pra você? Quais são os melhores filmes de aventura?

Feliz 2015!

Especial Natal – Melhor de 2014

24 dez

Olá pessoal!

Para o último vídeo desse ano, eu achei que seria legal falar sobre o que saiu de melhor em 2014 nas categorias livros, filmes, quadrinhos, games e séries! Claro que estas são as MINHAS escolhas e não uma lista do que realmente foi melhor!

Deixem aí nos comentários o que vocês acharam que foi o melhor desse ano!

E Boas Festas!

Livros lidos em 2013

7 jan

UFA! Finalmente consegui ter um tempinho para sentar e fazer aquela velha tradição (uma das únicas que ainda estou conseguindo fazer) de postar meus livros lidos no ano.

Minha meta esse ano foi de 40 livros, mas eu li MUITAS graphic novels (o que é ótimo) então consegui ler 63 no total. O ano foi ótimo para leituras, especialmente porque li quase todos os livros que faltavam para eu completar toda a obra do meu autor preferido, Neil Gaiman.

Enfim, sem mais demoras, vamos à lista:

1-Black Heart (Curse Workers #3) – Holly Black

2-Peter Pan – J.M. Barrie

3-Grimm’s Fairy Tales – Jacob Grimm

4-The Name of the Wind (The Kingkiller Chronicle #1) – Patrick Rothfuss

5-The Gray Wolf Throne (Seven Realms #3) – Cinda Williams Chima

6-Paper Valentine – Brenna Yovannoff

7-Hidden (Firelight #3) – Sophie Jordan

8-The Crimson Crown (Seven Realms #4) – Cinda Williams Chima

9-A Study in Scarlet – Sir Arthur Conan Doyle

10-Etiquette and Espionage (Finishing School #1) – Gail Carriger

11-The Sign of Four – Sir Arthur Conan Doyle

12-The Wise Man’s Fear (Kingkiller Chronicle #2) – Patrick Rothfuss

13-City of Lost Souls (The Mortal Instruments #5) – Cassandra Clare

14-Live Fast (Runaways #7) – Joss Whedon

15-The Archived (The Archived #1) – Victoria Schwab

16-Inferno (Chronicles of Nick #4) – Sherrilyn Kenyon

17-Days of Blood and Starlight (Daughter of Smoke and Bone #2) – Laini Taylor

18-Death on the Nile – Agatha Christie

19-Death in the Clouds – Agatha Christie

20-Dark Life (Dark Life #1) – Kat Falls

21-The Ocean at the End of the Lane – Neil Gaiman

22- Preludes and Nocturnes (The Sandman #1) – Neil Gaiman

23-The Doll’s House (The Sandman #2) – Neil Gaiman

24-Dream Country (The Sandman #3) – Neil Gaiman

25-Ashes of a Black Frost (Iron Elves #3) – Chris Evans

26-Season of Mists (The Sandman #4) – Neil Gaiman

27-A Game of You (The Sandman #5) – Neil Gaiman

28-The Demon’s Lexicon (The Demon’s Lexicon #1) – Sarah Rees Brennan

29-Grave Mercy (His Fair Assassin #1) – Robin LaFevers

30-Dead End Kids (Runaways #8) – Joss Whedon

31-Hourglass (Hourglass #1) – Myra McEntire

32-Fables and Reflections (The Sandman #6) – Neil Gaiman

33-Hellblazer Vol 1: Original Sins – Jamie Delano

34-Finnikin of the Rock (The Lumatere Chronicles) – Melina Marchetta

35-Fortunately, The Milk – Neil Gaiman

36-Brief Lives (The Sandman #7) – Neil Gaiman

37-Black Orchid – Neil Gaiman

38-The Coldest Girl in Coldtown – Holly Black

39-Frozen (Heart of Dread #1) – Melissa de LaCruz

40-The Little Endless Storybook – Jill Thompson

41-Oz: Dorothy and the Wizard of Oz – Eric Shanower

42-World’s End (The Sandman #8) – Neil Gaiman

43-The Books of Magic – Neil Gaiman

44-The Ghost Bride – Yagnsze Choo

45-Good Omens: The Nice and Accurate Prophecies of Agnes Nutter, Witch – Neil Gaiman and Terry Pratchett

46-Marie Antoinette, Serial Killer – Katie Alender

47-The Kindly Ones (Sandman #9) – Neil Gaiman

48-Delirium’s Party (A little endless storybook) – Jill Thompson

49-The Wake (The Sandman #10) – Neil Gaiman

50-The Facts in the Case of the Departure of Miss Finch – Neil Gaiman

51-Dream it! Do it! – Marty Sklar

52-It’s Kind of a Cute Story – Rolly Crump and Jeff Heimbuch

53-On Stranger Tides – Tim Powers

54-The Tragical Comedy or Comical Tragedy of Mr. Punch – Neil Gaiman

55-Roverandom – J.R.R Tolkien

56-Mr. Bliss – J.R.R Tolkien

57-The Night Circus – Erin Morgenstern

58-Tales From Nowhere – Don George

59-Pretty Deadly #1 – Kelly Sue DeConnick

60-Pretty Deadly #2 – Kelly Sue DeConnick

61-The Sandman #1: Overture – Neil Gaiman

62-The Lies of Locke Lamora (Gentlemen Bastards #1) – Scott Lynch

63-Death: The Deluxe Edition – Neil Gaiman

E agora para a lista dos meus dez preferidos. Eu vou roubar um pouco aqui e colocar a série inteira de Sandman como um livro só, porque quase todos são cinco estrelas e não rola de colocar todos. Eles não estão em ordem de melhor para pior, são simplesmente meus dez preferidos. Enfim, vamos lá.

1-The Ocean at the End of the Lane – Neil Gaiman

2-The Name of the Wind – Patrick Rothfuss

3-The Night Circus – Erin Morgenstern

4-Sandman – Neil Gaiman

5-Good Omens: The Nice and Accurate Prophecies of Agnes Nutter, Witch – Neil Gaiman and Terry Pratchett

6-It’s Kind of a Cute Story – Rolly Crump and Jeff Heimbuch

7-The Ghost Bride – Yagnsze Choo

8-The Crimson Crown – Cinda Williams Chima

9-Ashes of a Black Frost – Chris Evans

10-The Lies of Locke Lamora – Scott Lynch

Acho que, pela primeira vez, nenhum dos meus dez preferidos é YA. Estou começando a achar os temas MUITO repetitivos. Ainda amo o gênero (inclusive ainda escrevo o gênero), mas acho que o mercado está meio sem imaginação.

Enfim, e vocês, o que leram este ano?

Hunger Games: Movie Review

24 mar

Vi Hunger Games hoje, como já esperava, cercada de adolescentes histéricos e pessoas que não faziam ideia do que a historia se tratava.

Meu primeiro comentário, para mostrar como as pessoas são completamente irrealistas quando se trata de filmes adaptados de livros, foi o que ouvi do garoto ao lado, logo que o filme começou. A câmera mostrava Katniss saindo de sua casa no Distrito 12 e fazendo uma piada com o gato. Eis que a genialidade em pessoa sentada ao meu lado comenta “Nossa, o gato não tem nada a ver com o do livro”

Sério gente? Foi a esse ponto que nós chegamos? De comparar a aparência do gato? As pessoas realmente ligam pra isso? Será que não dá pra entender, de uma vez por todas, que livro e cinema são mídias diferentes? Que não dá pra transferir cada página para o roteiro?

Enfim, deixando isso de lado, vamos às minhas impressões pessoais do filme. A minha expectativa estava gigantesca, tanto pelo fato de eu amar os livros como pelo fato da equipe envolvida ser muito competente. Os atores não decepcionam, o brilho ficando obviamente com a protagonista Jennifer Lawrence no papel de Katniss. Já era fã de Jennifer, mas ela provou sua versatilidade e total capacidade de se comprometer com seus papeis.

O filme em si, não foi tão maravilhoso quanto eu esperava, mas isso não quer dizer que ele não tenha sido ótimo. As cenas da Arena cumprem bem o seu papel de deixar o espectador na beirada da cadeira, até os que já sabem exatamente o que vai acontecer. Senti falta de um pouco mais de brutalidade dentro da Arena – e fora dela também – mas eu entendo que eles precisavam respeitar um público mais jovem.

A Arena foi exatamente como eu imaginava e eu achei que eles deram a ela o tempo que merecia (a maior parte do filme) porque é só dessa forma que nós conseguimos ter alguma noção de quanto tempo eles precisam sobreviver lá dentro. Os Tributos do distrito 1 e 2 ficaram meio maléficos demais, meio caricaturas, mas no fim cumpriram bem a sua função de vilania. Gostei do fato de assistirmos ao filme pelos olhos de Katniss o tempo todo, sem saber o que acontecia por fora, porque é exatamente assim que nós sentimos ao ler a história. Se tem uma coisa que não faltou nessa produção foi boa ação e ângulos de câmera muito bem escolhidos. A direção de arte também não deixa a desejar, fazendo uma distinção muito clara entre os Distritos e o Capitol.

Já as cenas de antes do Hunger Games em si começar poderiam ter sido BEM mais dramáticas e bem mais trabalhadas. Mais uma vez, eu entendo que o livro tem muito mais tempo para construir uma relação psicológica com o leitor, mas o sofrimento causado pelo Capitol não fica claro no filme. Parece que tudo está bem e feliz até que os jogos comecem, quando na verdade os jogos são apenas uma reflexão da opressão diária sofrida pela população dos distritos.

Fico feliz também que eles não exageraram nos romances – para a tristeza dos fãs de Twilight, que só querem ver beijos e suspiros – e mostraram a relação de Peeta e Katniss pelo que é: uma necessidade de sobrevivência em tempos desesperados. Ambos os atores interpretaram os personagens com muita fidelidade e o mesmo pode ser dito para o restante do elenco, especialmente Effie e Haymitch (Elizabeth Banks e Woody Harrelson).

Meu livro preferido é Catching Fire e eu acho que esse sim tem potencial de ser espetacular, mas Hunger Games começou bem a franquia, sem me deixar de boca aberta, mas certamente feliz como fã, respeitando o principal elemento dessa trilogia de Suzanne Collins: a jornada de uma jovem mulher que sobreviveu às adversidades de uma sociedade corrompida.

Resenha: Sete Vidas de Mônica e Monique Sperandio

11 set

E aí gente?

Como vocês sabem eu estive na Bienal autografando junto com as gêmeas e claro que aproveitei para pegar meu Sete Vidas autografado.

Eu quero que essa resenha reflita exatamente o sentimento que tive ao ler o livro, por isso estou escrevendo agora, quando ACABEI de fechar a última página.

Ok, vamos lá. Em primeiro lugar, mesmo sendo autora nacional, eu ainda tenho um pouco de medo de ler livros nacionais. Mas sem dúvida esse não me decepcionou. As meninas são novinhas e, como eu, tem muito o que aprender, mas o romance de estreia delas sem dúvida mostra um caminho brilhante pela frente.

O primeiro ponto positivo que me atingiu foi uma escrita fluida. Elas não se repetem muito, tem uma boa descrição de ambientes e, especialmente para alguém da idade delas, uma excelente estruturação de frases. O segundo ponto positivo e, depois de ler tantos livros, um dos mais importantes para mim: originalidade. Nunca tinha lido uma história assim, achei muito interessante e muuuito fácil de se prender no que estava acontecendo. Gostei da protagonista, simplesmente AMEI a gata (a parte dos peixes… ri alto) e mesmo as antagonistas eu curti. Elas usam muitos clichês adolescentes, mas na sua maioria são bem utilizados e eu acho que isso apela para o público alvo delas. Não vejo como defeito.

Os diálogos eu acredito que poderiam ser um pouco melhores. Tem coisas sensacionais e algumas que soam um pouco artificiais, mas é uma coisa super fácil de trabalhar. Acho também que se o livro fosse maior ele seria melhor. Não pelo simples tamanho, mas porque seria legal ver algumas coisas se desenvolvendo ao longo de um período de tempo maior, meio que sentindo o que a protagonista sente.

Para finalizar, eu acredito que os próximos livros das meninas fiquem cada vez melhores. Eu me surpreendi de verdade, tanto que cheguei a falar com elas sobre isso. Meninas, vocês vão longe e fico no aguardo ansioso por próximas aventuras. Continuem tendo paixão.

E pra vocês leitores: gostam de fantasia? Saiam do computador e vão ler Sete Vidas!!!

Movie Review: Harry Potter e As Relíquias da Morte Parte II

16 jul

Ontem eu finalmente assisti HP7 Parte II.

Permitam que eu comece esse post dizendo que cada vez mais eu acredito que expectativas arruinam filmes. Eu lembro quando fui assistir Alice, estava com uma super expectativa e não foi nem de longe cumprida e eu fiquei chupando dedo.

Além disso, eu gostaria de dizer que eu não estou envolvida na emoção toda de “é o último filme, acabou, etc”. Pra mim, foi triste quando o último livro foi lançado. Pra mim Harry Potter acabou naquele dia e não com os filmes. Você pode rever os filmes quantas vezes quiser, não vejo sentido em prolongar a história.

Ok, ao filme.

É bom. Muito bom. Visualmente espetacular, as cenas de ação são simplesmente perfeitas e Hogwarts, meu Deus, Hogwarts ficou sensacional!! O meu problema, além das óbvias mudanças que eles fizeram em relação ao livro (tudo bem, eu entendo que precisa mudar, mas o beijo da Hermione e do Ron não tinha necessidade nenhuma de ser mudado), foi o fato de que eu tive a impressão que eles fizeram uma má divisão dos filmes. Enquanto a Parte I é PERFEITA, super emocional, mais lenta e tudo, a Parte II é uma correria de varinhas voando e coisas explodindo que, apesar de ser muito legal, derrota completamente o propósito emocional do último filme, da batalha final, do momento de desespero onde tudo acontece e toda a esperança parece perdida.

A morte de personagens importantes (se você leu o livro você sabe de quem eu estou falando) passou completamente batida. Foi do tipo “ah, que pena, eles morreram. Ok, seguindo em frente”. O mesmo aconteceu com a despedida do Harry quando ele vai enfrentar o Voldemort e com muitos outros momentos carregados de conteúdo emocional no filme. Por mais que seja bacana ver toda a ação, eu não derramei uma única lágrima, em um filme que eu esperava chorar feito um recem nascido.

No fim das contas, eu gostei do filme sim, acho que foi um bom final, mas eu estava esperando algo tão épico, tão espetacular e sentimental, que fiquei um pouco frustrada. Com um pouquinho mais da emoção e do desenvolvimento de personagens que colocaram na Parte I, esse seria o final perfeito.

Review: Clockwork Angel

7 out

Minha nota: **** (4/5)

Assim como eu estava ansiosa pra ler Mockingjay, eu estava seca pra ler Clockwork Angel. A antecipação foi muita, fugi de spoilers como o diabo foge da cruz (a Cassandra Clare até zoou meus comentários no Twitter) e consegui escapar ilesa.

As minhas expectativas eram altas. Porque? Bom, vamos lá.

Eu amei Mortal Instruments, a primeira série da Cassandra Clare. Amei o mundo que ela criou, amei os personagens (Isabelle e Magnus…) amei o quanto era honesto, engraçado e ao mesmo tempo deliciosamente fantasioso. É uma das minhas séries preferidas, beeem lá no alto. Clockwork Angel é passado no mesmo mundo de Mortal Instruments, ou seja, em um lugar onde existem Shadowhunters, os caçadores de demônios descedentes de anjos. Mas eu achei que ele seria imediatmente melhor porque é passado em uma Londres Vitoriana, o que é charmoso sem precisar de mais nada.

Não é melhor. Eu diria que são quase iguais, mas gosto mais de City of Bones, o primeiro livro de Mortal Instruments. Mesmo assim, Clockwork Angel é sensacional. Os personagens irônicos e espertos continuam lá, a beleza misteriosa dos Shadowhunters, a personagem principal confusa, mas corajosa e as brigas super interessantes entre Downworlders e Shadowhunters, daquele jeito que não dá pra saber quem é do bem ou do mal.

Uma coisa que me desagradou em Clockwork Angel é o quanto o Will é parecido com o Jace (SPOILERS A PARTIR DAQUI). Tudo bem, eles tem o mesmo sobrenome e muito provavelmente são parentes, mas ainda assim, é como ver o mesmo personagem de novo. Mas uma coisa que é melhor nesse do que em Mortal Instruments é o triângulo amoroso. Will e Jem tem uma amizade maravilhosa, são o oposto um do outro e cada um é atraente a sua maneira e tem ingredientes pra todos os gostos. Se eu fosse a Tessa eu também ficaria em dúvida e acho que esse é finalmente o objetivo da Clare.

A história da Tessa ser uma Downworlder é muito, muito bacana. Eu ainda gosto mais da Clary, mas fica difícil comparar as duas séries tendo lido um livro só da segunda né? Eu estou com esperanças muito altas pra Clockwork Prince e Clockwork Princess, especialmente porque eu acho que vai acontecer muita reviravolta ainda. Eu estou realmente ansiosa pra ler o resto, porque, como sempre, o livro terminou daquele jeito que dá vontade de se matar por não ter o próximo.

Ah, e a melhor coisa do livro? Ter o Magnus de novo. Meu Deus como eu amo o Magnus.

“One must always be careful of books,” said Tessa,
“and what is inside them, for words have the power to change us.”

Cassandra Clare – Clockwork Angel

Review: Mockingjay

4 out

Minha nota: ***** (5/5)

Depois de muita antecipação, finalmente li Mockingjay, que foi lançado em Agosto deste ano. Para quem não sabe, o livro é o terceiro da série Hunger Games da autora Suzanne Collins.

Claro que não dá pra falar de Mockingjay isoladamente, sendo ele a conclusão desta brilhante trilogia, então vamos voltar ao princípio. Hunger Games, o primeiro livro da série, fala de uma sociedade no futuro onde 12 Distritos são governados por uma ditadura instaurada na capital, chamada somente de Capitol. Como punição por uma rebelião ocorrida muitos anos antes, o Capitol faz todos os anos os Hunger Games, uma espécie de Coliseu onde 1 menino e 1 menina de cada distrito lutam até a morte. O vencedor tem glória e fama garantidas, além de ganhar alimentos e suprimentos valiosos para o seu distrito. Em Hunger Games, a heroína Katniss Everdeen precisa participar dos cruéis jogos no lugar da irmã mais nova.

Para começar, a história já é original. Adoro coisas meio apocalípticas e fiquei muito interessada quando li a sinopse. Mas nada podia me preparar para o que eu li. Hunger Games, Cathing Fire e Mockingjay, apesar de serem livros YA, nada tem de infantis ou imaturos. A violência é muito real, a dor dos personagens é tão grande que transfere em toda a sua força para o leitor, que mesmo assim não consegue fechar o livro até terminar.

O charme inusitado de ter que preparar os “tributos” (como são chamados os escolhidos para os Hunger Games) para aparecer na TV aliado a crueldade dessa realidade, deixam a série deliciosa. Eles são maquiados, estilizados, bem cuidados, ganham bastante atenção, aumentam a audiência, para depois serem jogados em um arena brutal onde suas mortes são transmitidas ao vivo.

A ditadura de Hunger Games é forte, presente e muito real. O Presidente Snow, que é o líder do Capitol, é um personagem maravilhoso, frio e que você odeia desde a primeira vez que o seu nome aparece. Claro que o maior trunfo de HUnger Games no entanto, está em Katniss, a protagonista. Embora seja corajosa, como muitas outras são, Katniss é real, seus medos são compreensíveis, seus egoísmos são humanos e suas dúvidas entre dois meninos que entram de formas muito diferentes na sua depressiva vida são faceis de se simpatizar.

Além de Katniss enfrentar as provações da sua vida, ela se torna símbolo de uma rebelião que ela nunca esperava se envolver. Sem querer ela acaba se tornando algo que desafia o poder e o controle da ditadura e a partir daí, o charme do livro se torna ainda mais violento.

Agora, voltando a Mockingjay. O livro é sim, tudo que eu esperava. Não vou detalhar muito porque não quero estragar a experiência para quem ainda não leu, mas o aperto que dá no coração quando ele acaba é característico de grandes séries, que ao fechar a última página já te dá uma saudade, uma vontade de continuar, de saber o que mais aconteceu com aqueles personagens que se tornaram parte da sua vida. Mockingjay é um livro triste, mas verdadeiro e mesmo que várias partes dão vontade de chorar ou de se rebelar, ele continua conquistando pela força das emoções. A luta interna da personagem para se encontrar depois de presenciar tanto sofrimento é chata no começo, mas depois fica compreensiva e cada vez mais próxima do leitor. Essa luta de Katniss contra Katniss é mais importante talvez do que a troca de tiros que acontece entre os rebeldes e o Capitol.

Vou parar por aqui, antes que revele algo importante, mas posso dizer com segurança que Hunger Games está no número 1 da minha lista, especialmente depois da conclusão brilhante de Mockingjay. Se você gosta de ficção, não pode perder esse livro.

“Fire is catching!” I am shouting now, determined that he will not

miss a word. “And if we burn, you burn with us!”

Suzanne Collins, Mockingjay