O fim ou o começo?

16 nov

Estou revisando meu segundo livro e atingi aquele ponto que eu acredito que todo escritor passa onde ele lê seu manuscrito e fala “Meu Santo Deus que porcaria é essa que eu escrevi? Ninguém vai querer ler isso, eu dei meu sangue, suor e lágrimas nessa imbecilidade AI MEU DEUS EU SOU INCOMPETENTE ALGUEM ME MATE AGORA!”

Enfim, eu passei por isso com Os Sete Selos, tive vontade de engavetar e nunca mostrar pra ninguém, mas seguindo o conselho da maioria dos escritores que admiro, mandei meu trabalho pra fora e estou realizando o sonho de ser publicada. Sim, eu ainda estou completamente em pânico com a reação das pessoas, mas é verdade é uma só: eu escrevi o que eu gostava e cada palavra daquele livro tem a minha marca. Se ninguém gostar, bom, ninguém gostou. Claro que é maravilhoso ouvir coisas positivas sobre o seu trabalho, mas derrotas e críticas fazem parte da vida. Eu realmente me diverti escrevendo Os Sete Selos, assim como me diverti escrevendo esse novo livro e só isso faz tudo valer a pena.

Terminar um livro é o começo do trabalho duro. Quando você digita a última palavra, se permite sentir alívio por dois ou três segundos antes de perceber que você tem trezentas páginas pra revisar, muitas das quais foram escritas há vários meses e provavelmente tem um monte de bobagens que você precisa tirar. Tem aquele personagem que apareceu uma vez só e que você tentou fazer continuar, mas não deu (porque gente, personagem tem SIM vontade própria. Eu sou só um instrumento da vontade deles.) Tem aquele evento que era pra ser importante e você resolveu tirar. Eu demoro a escrever. Levo em média 8 meses, 1 ano pra terminar o primeiro rascunho porque quero que tudo fique perfeito.

E depois de revisar onze vezes todas as vírgulas e mudanças na trama, vem o momento decisivo de pânico de falar: acho que esse passarinho está pronto pra sair do ninho.

E voltamos ao ponto de partida. E SE NINGUÉM GOSTAR MEU DEUS???

Mas basta uma pessoa ler o seu livro e dizer: “Putz eu ADOREI seu livro, achei sensacional, tem mais??” pra você se sentir no topo do mundo.

Enfim, como sempre, a palavra da vez é persistência. E café. Ou coca. Qualquer coisa que tenha cafeína pra te manter acordado nas infinitas horas com seu olho ficando a milanesa diante do computador.

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