Hoje estava conversando com uma amiga sobre o livro novo que estou escrevendo e parei pra pensar no quanto me divirto no processo da escrita.
Normalmente, tenho uma ideia que preciso anotar imediatamente – Moleskine na minha bolsa salva minha vida – e já começo a imaginar os personagens e diálogos. Sim, eu falo sozinha, quase sempre imagino os diálogos e falo eles alto, pra ver se estão soando do jeito que eu pensei que soariam. E não ligo da galera achar que eu sou doida.
A coisa mais complicada pra mim é controlar meus dedos ansiosos quando já tenho a história muito adiantada. Quero tanto chegar nas partes que imaginei com mais clareza, que acabo negligenciando o desenvolvimento psicológico dos personagens e este, para mim, é o pior erro que um escritor pode cometer.
Mas acho que a coisa mais legal de escrever é ver os personagens ganhando vida própria, ver como as vezes eles não te obedecem, não se comportam como você queria, quase saem da página e falam “Agora, calma aí, vamos conversar sobre isso.” O processo é tão emocionante, tão inebriante, que não sinto o tempo passar quando estou com um caderno na mão ou digitando no laptop.
Aliás, outra coisa boa de se fazer: escrever em cadernos. Isso te dá a chance de jogar as ideias em um pedaço de papel e, quando você passa para o computador, já revisa tudo que escreveu e as vezes desiste de algumas ideias e melhora tudo que fez.
Nenhuma agonia é maior do que ter uma história não contada dentro de você. Não, essa frase não é minha, mas é tão boa… Por isso todas as ideias de histórias que tenho, mesmo as mais idiotas, são colocadas no papel. Quem sabe elas não decidem caminhar por aí e se tornarem coisas maravilhosas?
Escrever para mim não é obrigação, é um hobby delicioso, maravilhoso e tão ilimitado que me emociona todos os dias.
Dica de site: AuthorMix
♫ Para ouvir lendo: Keep Your Mind Wide Open – AnnaSophia Robb